OFICINA DE JOGOS AFRICANOS
COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ
No dia 05 de dezembro de 2012 a professora Sandra Kertelt, professora de Educação Física da Escola Municipal São Mateus do Sul realizou uma oficina de jogos africanos com os alunos do 6º ano do Colégio Estadual do Paraná. Os alunos se integraram e participaram ativamente de jogos como: Ampe (Gana), Mamba (Africa do Sul), Pegue o Bastão (Egito).
Os alunos demonstraram já conhecer alguns aspectos da referida cultura. Destacaram conhecimentos de jogos já trabalhados como o Mancala. Jogo criado a partir do processo de semeadura e colheita. Os jogos africanos se caracterizam pela simplicidade e uso de recursos da natureza como pedras, galhos de arvores e especialmente o corpo e a mente treinada para superar desafios.
Esta atividade fez parte da programação da semana de Consciência Negra desenvolvida pela Equipe Multidisciplinar do CEP.
SEMINÁRIO FINAL NAS FACULDADES OPET
Professoras Neusa, Cleusa, Lucilene e Sandra
Acompanhadas da orientadora do projeto professora Cleusa, as professoras Neusa, Lucilene e Sandra participaram do Seminário Final que aconteceu no dia 01 de dezembro nas Faculdades OPET, no bairro Centro Cívico.
Com a intenção de socializar experiências o projeto foi apresentado a todas as escolas orientadas pelos professores da faculdade.
Além da apresentação oral, as professoras levaram também algumas amostras das atividades desenvolvidas pelos alunos.
EXPOSIÇÃO ORAL
Professora Neusa
Professora Lucilene
Professora Sandra
Exposição dos trabalhos realizados
“Educar supõe
transformar. E não há transformação pacífica... É sempre ruptura com alguma
coisa: preconceitos, hábitos, comportamentos (...) O educador é aquele que não
fica indiferente, neutro, diante da realidade. Procura intervir e aprender com
a realidade em processo”.
MOACIR GADOTTI
Visitação à cidade mirim - Faculdade Opet
EXPOSIÇÃO DO PROJETO NA ESCOLA MUNICIPAL SÃO MATEUS DO SUL
Os resultados obtidos neste projeto foram
expostos no dia 20 de novembro com a intenção de dar condições para professores
e alunos pensarem, decidirem, agirem, assumindo responsabilidade por relações
étnico-raciais positivas, enfrentando e superando discordâncias, conflitos,
contestações, valorizando os contrastes das diferenças além da participação de
grupos do Movimento Negro, e de grupos culturais negros, bem como da comunidade
em que se insere a escola, sob a coordenação dos professores, na elaboração de
projetos político-pedagógicos que contemplem a diversidade étnico-racial. (Resolução
CP/CNE nº 1/2004)
Foi possível observar durante a execução do
projeto a mudança de comportamento dos alunos e professores em relação à história
e cultura afro-brasileira e africana e às relações étnico-raciais. Inicialmente
a imagem que muitos tinham do continente africano era limitada e repleta de
preconceitos e estereótipos. Genericamente considerado por muitos alunos como o
lugar de onde emanam miséria, instabilidade política, fome e falência
econômica, ou ainda natureza selvagem e ambientes exóticos aos poucos foram
sendo desmistificados e muitos preconceitos foram superados.
Pois a formação escolar tem de estar atenta
para o desenvolvimento das personalidades de seus educandos através de medidas
que repudiam, como prevê a Constituição Federal em seu Art.3º, IV, o
“preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discriminação” e reconhecem que todos são portadores de singularidade
irredutível. (Art.208, IV)
O
principal objetivo deste projeto foi alcançado, pois proporcionou aos estudantes uma
aproximação com a cultura africana, explorando as relações étnico-raciais e
desmistificando alguns preconceitos e estereótipos que ainda imperavam no
contexto escolar.
Seguindo a Resolução
CP/CNE nº 1/2004 que instituiu as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana o projeto foi exposto à
comunidade escolar, atendendo à seguinte determinação de que:
O ensino de História e Cultura
Afro-Brasileira e Africana se fará por diferentes meios, em atividades
curriculares ou não, em que: - se explicite, busque compreender e interpretar,
na perspectiva de quem o formule, diferentes formas de expressão e de
organização de raciocínios e pensamentos de raiz da cultura africana; -
promovam-se oportunidades de diálogo em que se conheçam, se ponham em comunicação
diferentes sistemas simbólicos e estruturas conceituais, bem como se busquem
formas de convivência respeitosa, além da construção de projeto de sociedade em
que todos se sintam encorajados a expor, defender sua especificidade
étnico-racial e a buscar garantias para que todos o façam; - sejam incentivadas
atividades em que pessoas – estudantes, professores, servidores, integrantes da
comunidade externa aos estabelecimentos de ensino – de diferentes culturas
interatuem e se interpretem reciprocamente, respeitando os valores, visões de
mundo, raciocínios e pensamentos de cada um. (CP/CNE nº 1/2004)
Além
da exposição de galinhas d’Angola em argila, máscaras, cartazes, fotos, bonecas
de pano (abayomis), panôs e livrinhos de histórias africanas os alunos puderam
degustar um pouquinho da culinária afro-brasileira com a distribuição de arroz
doce, paçoquinhas e cocada, além de apreciarem um teatro sobre a história dos
negros africanos no Brasil na época do Brasil Colônia e Imperial.
A
escola também pôde conhecer um pouco mais sobre os trabalhos sociais do mestre
Déa e do educador Barril que aceitaram o convite das professoras do projeto e
trouxeram seu grupo de capoeira Kauande. Os alunos puderam participar da roda
de capoeira e adoraram a apresentação do grupo.
Maiores
informações sobre o grupo Kauande pode
ser
conferido no site www.kauande.com.br
e do Educador Barril em www.barrilcapoeira.com
Foto 01: degustação do arroz doce
Foto 02: participação do grupo de capoeira Kauande
Foto 03: participação do grupo de capoeira Kauande
Foto 04: participação do grupo de capoeira Kauande
Foto 05: participação do grupo de capoeira Kauande
Foto 06: distribuição de paçoquinhas e cocadas
Foto 07: turma do 5º ano da manhã com as professoras responsáveis pelo projeto e o grupo Kauande
Foto 08: turma do 5º ano da manhã com mestre Déa, educador Barril e o grupo de capoeira Kauande
Foto 09: preparativos para a exposição
Foto 10: realização do teatro
Foto 11: realização do teatro
Foto 12: visitação dos alunos da escola á exposição
Foto 13: visitação dos alunos da escola a exposição
Foto 14: visitação dos alunos da escola a exposição
Foto 15: visitação dos alunos da escola a exposição
Foto 16: visitação dos alunos da escola a exposição
Foto 17: visitação dos alunos da escola a exposição
PARA
SABER MAIS...
20 de novembro
DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA
Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia
9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste
dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem
histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil
Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os
quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma
coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a
morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de
conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na
formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante
nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de
nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e
em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888.
Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças
advindas da escravidão.
VALE
À PENA ASSISTIR:
https://www.youtube.com/watch?v=OztqOFFctsw&feature=fvst
(DISCURSO DE MARTIN LUTHER KING JR)
ENCONTRO DAS COMISSÕES ÉTNICO- RACIAIS
As professoras responsáveis pelo projeto participaram do Encontro com as Comissões Étnico-Raciais no Núcleo Regional do Pinheirinho no dia 10/10/2012.
O objetivo do encontro é incentivar o constante diálogo, a troca de experiências e a sistematização de propostas que possibilitem o desenvolvimento de um olhar sensível, humano, desnaturalizando práticas racistas,cristalizadas em nossa sociedade.
As escolas da região apresentaram relatos de experiências e momentos culturais a fim de debater e suscitar reflexões e práticas educativas que contemplem a formação da consciência crítica dos estudantes, o respeito e a valorização da cultura negra e indígena na construção da sociedade brasileira.
Durante o encontro os alunos reapresentaram a dança afro-brasileira apresentada no Festival de Dança de Curitiba intitulada "Além mar, és tu... rainha Iemanjá".
As professoras Lucilene C. Madruga Radaelli, Neusa Wosniak Pellanda e Sandra Kertelt relataram e apresentaram aos participantes do encontro como o projeto "Cultura Africana: conexão além mar" está sendo desenvolvido na Escola Municipal São Mateus do Sul.




























eu achei legal .camila bressan
ResponderExcluiramamos participar do festival de dança Helena e Kelli
ResponderExcluiradorei participar do festival de dança
ResponderExcluirisabelli esta perfeito adorei
ResponderExcluirOlá Meninas , parabéns pelo Blog, pelo projeto! Continuem mantendo este blog em funcionamento porque ele está maravilhoso. AH ! compartilhei a foto do seminário Final. felicidades!!
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